Vivian Whiteman

Última Moda

 

BEIJO, ME LIGA

Amores e lindezas,

Como diz o nome, profético e divertido, bem ao estilo Alcino Leite Neto, esta é a Última Moda. Na verdade, o último post da Última Moda.

Neste espaço, quebramos barreiras e colocamos a moda em contato com o mundo: rap, filosofia, cinema, política, fomos longe com nossos looks.

Nosso trabalho continua na Folha, na Folha.com e na revista "Serafina".

Gostaria de agradecer a Alcino Leite Neto, meu amigo querido e criador deste blog, e a Pedro Diniz, que me ajudou a tocá-lo no último ano.

Para aqueles que desejarem, me sigam no Facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=100000185930003) e fiquem ligados nas novidades.

Abraços e meu muito obrigada a quem representou com a gente

Beijo, liga nóis, 

Vivian Whiteman

 

Escrito por Vivian Whiteman às 19h20

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GIRL PANIC ou A VIDA É UM EDITORIAL DE MODA

É um vídeo de música? É um comercial da Louis Vuitton featuring Dolce & Gabbana e Swarovski, com Naomi Campbell, Helena Christensen e Cindy Crawford ?

É tudo isso.

"Girl Panic!", do Duran Duran, é também uma amostra (e não a mais complexa delas) de como a publicidade encontrou formas de se reiventar e de se disfarçar.

Vai dar pano para manga num post que vc lerá logo mais por aqui.

Enquanto isso, outros dois vídeos, precurssores da mistura moda + supermodels.

"Too Funky" e "Freedom 90", ambos de George Michael. Os dois tem as mesmas tops do novo vídeo (e tantas outras, como Linda Evangelista e Christy Turlington). Em Freedom, aliás, há a mesma ideia básica aplicada pelo Duran Duran: os modelos cantam no lugar de George (embora não haja a coisa das entrevistas etc).

Rodando e pensando, oê!

xxx

VW

 

 

Escrito por Vivian às 20h18

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CHAVES PARA O CÉU

Riccardo Tisci, estilista da Givenchy, apareceu no festival Planeta Terra, acompanhado de sua amiga e musa Lea T.

O designer estava usando o acessório acima, uma espécie de porta-chaves de luxo. A peça chega às lojas que vendem a linha masculina da grife em 2012, mas o estilista já está divulgando a novidade por aí. Deve custar cerca de 100 euros e se encaixa na ideia de "luxo acessível" que anda circulando por aí. 

Recentemente, fiz uma matéria para a Ilustrada sobre um livro muito interessante chamado "Joias de Crioula" (Editora Terceiro Nome), que fala dos ornamentos usados pelas escravas nas cidades brasileiras, sobretudo no período do Império (para quem não leu, tá aqui http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2910201115.htm). As peças misturavam estilos e tinham um viés religioso bastante marcante.

Um dos elementos incorporados pelas escravas nas peças eram as chaves. A pesquisadora Laura Cunha, uma das autoras do livro, afirma que a chave como acessório vem provavelmente do hábito das mulheres de carregar as chaves de seus oratórios.

Nas igrejas barrocas, as chaves dos sacrários também eram obras de arte, muito ricas e rebuscadas.

Chave de sacrário, Museu de Arte Sacra de Salvador, reprodução do livro

Na versão da Givenchy a chave vem numa espécie de aliança e é presa por uma tipo de cruz "disfarçada".

E aí, alcançou? Então cata.

Fique de olho, porque as referências religiosas estão com tudo, nos lugares onde você menos espera.

E qual será o santo de devoção de Riccardo? Fica a pergunta.  ;)

xxx VW

Escrito por Vivian às 18h52

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CAMP PRADA - TIA MIU TIRA UMA ONDA

Muito bem, meu bem.

 

Era uma vez a temporada do camp, em que  Prada e Marc Jacobs para a Vuitton trouxeram o tema à tona. Foi no ano passado, mas o caldo dessa sopa ainda está entornando por aí.

 

Chega no rejunte, vamos pensar um minutinho a diferença entre “camp” e “kitsch”, aplicada ao nosso caso de estudo.

 

Segundo Sontag e outros teóricos (recomendo a leitura de “Making Camp”, de Helene A. Shugart e Catherine Egley Waggoner), o kitsch teria como pré-requisito uma certa ignorância. Já o camp pressupõe um reconhecimento de certo código de valor. Um exemplo banal:

 

Kitsch: pessoa número 1 compra um pinguim de geladeira porque acha que esse é um enfeite agradável/simpático e adequado para uma geladeira

 

Camp: pessoa número 2 compra um pinguim de geladeira porque quer dar um ar kitsch à sua casa, ou seja, propõe uma certa imitação cômica, assimila ao mesmo tempo em que tira onda com o hábito de consumo da pessoa número 1 (e por consequência estabelece uma separação, quase sempre de classe)

 

E o quico? pergunta tia Miu, fingindo que não sabe.

 

Pensem, cabeçudinhos lindos, pensem.

 

O camp tem sempre a ver com o outro. Com esse outro que é alvo da piada simpático-perversinha.

 

  

Para Quentin, o leitor com pseudônimo de diretor:

Por que o clipe "Party" da Beyoncé é camp (Quentin, o leitor com pseudônimo, diz que o clipe é bling)?

 

Beyoncé e seus pares estão numa festa num trailer camp (a-ha), cenário mais conhecido da vida "white trash" americana. Ou seja, ela é a própria Beyoncé (acompanhada da irmã e da melhor amiga) vestida com peças de ultraluxo num cenário pobre estilizado.

 

 

Não um luxo contido, clássico ou minimalista, mas uma ideia de luxo baseada no que a elite acredita que as classes mais pobres entendem por sofisticação. Há sim, ligação com o bling que, no entanto, é a  visão da cultura de gueto, sobretudo da cultura gangsta, sobre o que seria um visual luxuoso, que ostentasse riqueza. Mas no clipe está presente o elemento irônico_ ou seja, o narrador, aquele que controla a história, se coloca numa posição distanciada em relação ao que se passa no clipe. A própria Beyoncé não faz parte do cenário, não interage naturalmente com o ambiente, ao contrário, olha o tempo todo para o espectador, como quem diz "eu também sei o que está rolando".

 

Estamos falando de um videoclipe de uma grande cantora, feito por um diretor que domina os códigos. O vídeo, portanto, é a visão do diretor e de sua cliente, que simula uma festa num local pobre, com roupas que assimilam o kitsch (ou cafona, como queiram) "natural" das classes pobres americanas usando roupas de alto luxo. E isso foi facilitado porque as próprias grifes de luxo fizeram esse movimento de olhar para uma identidade considerada de alguma forma inferior ou digna de riso e elevá-la ao nível de "chique" ou ao menos de "tendência", de forma IRÔNICA, TIRANDO ONDA.

 

(Antes que algum mala se pronuncie, eu adoro a Beyoncé. Favor aprender a fazer comentários pertinentes. Grata.)

 

 

De novo: mais do que um estilo em si, o camp É UMA QUESTÃO DE PONTO DE VISTA, DE PONTO DE OBSERVAÇÃO.

 

 

Voltando à Prada: uma das maiores grifes do mundo, uma das poucas grandes empresas que dão lucros na Itália em crise do momento. Quem é que compra Prada a ponto de gerar resultados tão polpudos? Os mercados orientais e emergentes, sabemos. As chiques da Europa não dariam conta de sustentar os níveis de negócios necessários para a manutenção e expansão da grife nos patamares atuais.

 

 

Partindo desse contexto, do the locomotion e desce a page comigo para rever os fantasmas das três últimas coleções da Prada.

Escrito por Vivian às 18h16

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CAMP PRADA - CONTINUAÇÃO

Pois bem, rewind.

 

Coleção Prada camp 1 – Coração Selvagem (verão 2011)

 

Miquinhas colorex com bananas vitaminadas

 

 

Buemba! Miuccia Prada, a gênia da lâmpada das fashionistas aparece com uma coleção cheia de macacos e bananas. Cabelinho Josephine Baker, vai vendo.

 

Josephine que, como a linda e inteligente Carmen Miranda (ela tava atenta, pena que não conseguiu virar o jogo, mas tava atenta a bonita), era tratada feito mico de circo exótico, cara de uma ideia capital-careta de “tropicalidade selvagem”.

 

Miuccia diz: olha que engraçado essas macaquinhas simpáticas, agora  têm dinheiro e também determinarão o que é elegância, pq titia Miu precisa vender. O que será que elas usam? Bananas, como diria Rachel Zoe.

 

A piada é com quem? Países “quentes” em ascensão, como o Brasil e a Índia.

 

  

 

 

Coleção Prada camp 2 –  Peixe grande e suas histórias (inverno 2011)

 

 

 

 

Aí chega o inverno e titia veste as moças de peixão dourado/avermelhado

 

 

Peixes ornamentais de aquário, vermelho-China, ursas com chapéu russo estilizado, lolitinhas à japonesa.

 

Um fato chama a atenção: todas agarram suas bolsinhas e as apertam contra o corpo. Eu, uma otimista, li na época como um simbolismo de tomar posse da feminilidade_ a bolsa, segundo vários teóricos, aparece muito ligada ao útero em referências culturais.

 

Pois bem, há mais caroço nesse angu.

 

Miuccia diz: a bolsa é tudo, gente. Quem contou foram os executivos, tendo em posse os números das vendas da grife, cujas bolsas são objeto de desejo (é público, notório e está nos reports de vendas que as chinesas e japonesas têm verdadeira compulsão por bolsas, mais do que as já compulsivas fashionistas de outros cantos).

 

 

A piada é com quem? Já está dito: China, Rússia e Japão, representando a ala oriental dos compradores

 

 

   

Coleção Prada camp 2 –  Lost Highway para a Cidade dos Sonhos (verão 2012)

 

 

 

Verão de novo, temporada que acabou agora no início de outubro.

 

Tia Miu volta aos cinquentinha em direção aos sessentuxos e sai cantando pneu nos Thunderbirds, aqueles carrões americanos.

 

Tsc, tsc.

 

As minas com shapes automotivos, o cabelinho lavado e encerado no capricho. Aquela pegada dos hot rods (carrões que ao longo das últimas décadas viraram objeto de fetiche, um clássico do kitsch endinheirado)

 

Miuccia diz. Esses EUA tão na pior, mas ainda há Hollywood, fábrica de sonhos de um passado de glórias, da memorabilia do “american way of life”, decadente em sua própria essência. Sentiu a vibe David Lynch?

 

A piada é com quem? Miami, paraíso das gastanças de uma certa classe média-alta  e do retrô americano 50/60.  E, é claro, LA, casa das estrelas de Hollywood, exportadora de desejos que estarão expostos nas vitrines de NY. Na verdade, aqui o alvo é a própria obsessão americana com seus períodos de “auge” e o fascínio que isso exerce em um mundo acostumado a ter os EUA como papai-patrão, mas que se vê diante de sua queda/morte simbólica

 

  

 

Pronto para tacar bananas na carona da Miuccita? Segura o tchan, fi, que amanhã vem a  última parte do texto, com considerações finais sobre essas interpretações. Não me venha com dia de indignação barata, bebê.

 

Alô, tia Miu, fica atenta que banana à milanesa nóiz tá ligado, viu?

 

Besos,

VW

 

Escrito por Vivian às 18h08

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CAMP BEYONÇA

Editorial de moda kitsch?  Editorial de moda CAMP no novo clipe da Beyoncé.

Trailer trash encontra peças Vuitton, Gucci, Chanel, Prada, Dolce & Gabbana etc

Kelly Rowland e Solange Knowles no background

Chora e sai fora, Nicki Minaj

 

E aí, já entendeu o que é camp? Mas já sabe que a Prada (e a Vuitton, com  mr. Jacobs) já lançaram a ideia há duas temporadas.

Vamos primeiro a uma definição simplificada (NA TRADUÇÃO, FIQUEM DE OLHO NAS PALAVRAS EM LETRA MAIÚSCULA):

WIKIPEDIA

Camp is an aesthetic sensibility that regards something as appealing because of its bad taste and ironic value. The concept is closely related to kitsch. When the usage appeared, in 1909, it denoted: ostentatious, exaggerated, affected, theatrical, and effeminate behaviour, and, by the middle of the 1970s, the definition comprised: banality, artifice, mediocrity, and ostentation so extreme as to have perversely sophisticated appeal.[2] American writer Susan Sontag's essay Notes on "Camp" (1964) emphasised its key elements as: artifice, frivolity, naïve middle-class pretentiousness, and ‘shocking’ excess.

Camp é uma estética que se refere a algo de mau gosto e valor IRÔNICO. O conceito está bastante ligado ao de kitsch. Quando começou a ser usado, em 1909, denotava: ostentação, afetação, teatralidade e comportamento efeminado; no meio dos anos 70 (lembrem-se de que o camp na Prada surgiu exatamente num contexto de revival 70), passou a incluir também as ideias de: BANALIDADE, ARTIFÍCIO, MEDIOCRIDADE E UMA OSTENTAÇÃO QUE, DE TÃO EXTREMA, adquire uma SOFISTICAÇÃO PERVERSA . Em seu ensaio "Notes on Camp" (trechos foram reproduzidos no release da Vuitton da temporada Primavera/Verão passada), de 1964, a ensaísta Susan Sontag enfatiza os elementos-chave do estilo: artifício, frivolidade, pretensão de uma classe média "naïve" e excesso chocante.

Segura o tchan que vai ser cada post um flash

Love, B. (hahahahahaha)

XXX

 

Escrito por Vivian às 12h28

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STONE ROSES MON AMOUR

Tendência 90 na moda, todo mundo sabe que tá rolando, certo?

Mas não tem tendencinha de roupa que supere esse retorno: Stone Roses, uma das melhores bandas de todos os tempos e fruto da safra finalzinho dos 80/90. Eles anunciaram uma reunião, com shows, músicas novas e tals. E não, não tem nada de deprê, os caras tão inteiros, querendo fazer música. E podem realizar um sonho há muito enterrado desta editora de ver um show deles. *Pá, fogos de artifício*

Nas minhas andanças pela Topshop no final de setembro, vi essa camiseta do Fool´s Gold, um dos singles mais incríveis deles, e achei bacana. A camiseta de banda, como eu já escrevi nesse blog há muito tempo, é um clássico da comunicação fashion e já é alguma coisa quando uma rede de cópias sai do óbvio (todas já fizeram Ramones, Guns e aquelas estilo Lynyrd Skynyrd que as catitas hype usam nos festivais de verão sem nem saber quem é, só pelo estilinho).

Agora que a banda confirmou a volta, vai vender feito água... (Pros fãs da maravilhosa Stevie Nicks, tem uma linda com a capa do "Rumours", do Fleetwood Mac, também).

 

Além de as músicas serem incríveis (letras bem construídas, lindas e cheias de referências politíco-culturais, músicos de primeira linha, influências da música black, moods viajantes, vocais loucos e guitarras inesquecíveis), a banda era bem estilosa. Eles curtiam grafismos, pop art e, acima de tudo, o artista plástico americano Jackson Pollock.

 

O guitarrista John Squire, que também tem uma carreira como artista plástico, criou várias capas de singles tendo Pollock como referência óbvia.

 Na capa do primeiro disco, uma pintura pollockiana de Squire e limões de verdade que foram acrescentados para a foto. O conceito faz referência à música "Bye Bye Badman", que, por sua vez, fala dos protestos estudantis em Paris em 1968. Squire descobriu que, para se livrar dos efeitos do gás lacrimogêneo, os estudantes usavam limão como antídoto.

 

E o Mani (baixista, que depois entrou pro Primal Scream, de listrado e cabelo "capacete"), não tá super Polly Magoo? Diz que o Mani tem esse apelido pq o pai dele era fã do Mané Garrincha!

Cena do filme "Qui etes-vous Polly Maggoo?" (1966), de William Klein, influenciado pelos movimentos "pop art" e "op art".

A banda em foto dos anos 90.  À frente, o vocalista Ian Brown e sua camiseta com gola de dinheiro.

Acima,  reprodução da camiseta irônica que virou hype entre os fãs da banda.

O que nos leva à primeira parte da trilogia Prada ou "Titia Miuccia ensina a brincar de camp". Amanhã, finalmente no ar.  Fique atento!

Besos e, quando alguém vier com um julgamento pronto pra cima de vc, procure saber.

xxx

noiz, Vivi

PS: Quando alguém te disser que o segundo disco do Stone Roses, "Second Coming", não é tão legal, é meio fraco etc, ignore (Senhor, eles não sabem o que dizem, alguém lançou essa nos anos 90 e o resto meio que foi repetindo). É um disco maravilhoso, vai por mim. Aliás, não vá por mim, não (fique atento!). Escuta essa aí embaixo e deixa rolar. Depois me diga, fia, ou, como diz o Sombra, "me dig".

 

Escrito por Vivian às 19h21

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E HOJE NO "DISNEY CHANEL" - A PEQUENA SEREIA

Fis,

Comecei a escrever sobre a tia Miuccia e o lance virou giga. Ia pegar só o último desfile mas acabei achando que faria mais sentido usar os três últimos, por conta de uma certa sequência lógica.

É sábado, tá chovendo, mas fica um petisco Ariel-Chanel enquanto a Prada não vem, só pra descontrair.

Té segunda

Besos, VW

 

 

Acima, bonecas e imagem da sereia Ariel (de "A Pequena Sereia"), que faz parte da série princesas Disney. Looks e bolsas-concha Chanel e a "sereia-rocker" ruiva Florence Welch, do Florence and the Machine, que cantou ao vivo no desfile da Chanel e é um dos novos rostos da marca.

Você sabia?

- No conto original, de Hans Christian Andersen, a sereiazinha não consegue o amor do príncipe, que se apaixona e se casa com outra. Para não voltar pro mar e virar espuma, ela tem a opção de matar o príncipe e voltar a ser sereia. Mas ela não dá conta e prefere morrer. Porém, por sua boa índole, acaba se transformando num espírito do ar. Qual a vantagem? Bem, quando ela troca a voz por um corpo de mulher com a feiticeira, quer, além do príncipe, ganhar uma alma humana, que considera imortal. No conto do Andersen, ela ganha dos deuses a opção de praticar boas ações por 300 anos, na forma de espírito do ar. Se conseguir, ganha a alma imortal. Já no filme da Disney, Ariel casa com o príncipe e tudo dá certo! Tipo, que Fausto que nada, pode fazer treta com a galera do horror que rola tudo bem. Como diz o Criolo, "quando alguém te oferecer o caminho mais curto, fique atento!".  

Escrito por Vivian às 22h14

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Kate convidou? – Ou as egípcias não usam saia-lápis

Faz uns dez dias, Kate Middleton foi à Topshop. Assim, tipo, fazer umas compras. Sem falar pra ninguém (hmmm, será?), escolheu peças, entrou no provador e comprou coisas. É claro que as pessoas viram e em dias as peças escolhidas por ela esgotaram. Marketing de moda é isso, né, Brasil?

 

Bem, uma das compras da moça foi uma saia-lápis verde com bolinhas pretas (lembram da coleção passada do Marc Jacobs?). A outra foi uma jaquetinha de tailleur azul. E um brinco (dizem que ela dispensou um brinco fuleiro antes de chegar ao caixa, deve ter pensado, alôôô, uso safiras e diamantes do tamanho dos meus dentes da frente). O tailleur é uma obviedade burga.  Por isso, nessa quase-trinca de compras, a chave é a saia-lápis.

 

A saia-lápis, para o leitor não muito chegado nas fashionices (vc é muito bem-vindo nesse blog), é aquela que chega na área dos joelhos (tem umas que ficam um pouco acima, outras um pouco abaixo) e vai afinando de cima para baixo. Ou seja, quando chega nos joelhos, fica bem justinha e limita os movimentos.

 

É uma saia de escritório, de caminhadinhas miúdas, de fazer pose. É  bem bonita, eu até tenho duas. Mas servem pra momentos bem específicos. Dizem que é muito feminina porque obriga a mulher a andar devagar, com passos menores, já que a abertura limita as pernas. Vejam a visão de feminilidade reinante, afe!

 

Kate, assumindo o papel da princesa, compra a carapuça que lhe serve. Que seja na Topshop faz todo sentido: a rede de fast fashion é um gigante do mercado inglês, e em tempos de vacas magras na terra da rainha, a moda é tratada com honras reais, por se tratar de um dos poucos setores com empresas altamente lucrativas e saudáveis.

 

Além do  mais, a princesa que compra na Topshop passa a mensagem: “vejam, ela é como nós”. Ou ainda: “veja, vestir-se como ela sai barato, você também pode!”.  Kate é cultivada pelo marketing do governo inglês como uma espécie de Michelle Obama, embora os títulos das duas sejam diferentes. Uma espécie de RP, a imagem boa do governo, o rosto simpático da plebeia que "chegou lá".

 

A verdade é que se a linda princesinha fosse mesmo como o povão britânico, ela estaria usando um moletom de capuz como os jovens que protagonizaram uma onda de saques em Londres meses atrás.

 

É evidente que não se trata de endeusar os saqueadores. Os saques em si são indefensáveis, mas existe uma lógica neles. A lógica é a da Inglaterra desempregada, dos jovens de 20 anos que nunca conseguiram um emprego na vida mas nem por isso foram isolados da cultura de consumo. A lógica é a da legião de meninos bêbados (o alcoolismo é outra consequência, não causa) que circula pelo bairro periférico de Hackney enquanto turistas orientais saem carregados de sacolas do outlet da Burberry. A lógica é a de milhares de jovens cheios de energia que são ignorados pela Coroa e que não podem comprar, nem na Topshop.

 

 

A missão de um governo não é certamente garantir que seus governados comprem mais roupas, mas a importância da imagem/vestimenta no dia-a-dia das pessoas não pode ser ignorada. Até porque, como nos lembra a doce Kate, ela é construída com a ajuda desse mesmo governo que depois chama os saqueadores de arruaceiros “fúteis”.

 

Enquanto os capuzes foram proibidos em vários bares e em algumas escolas, a saia-lápis reina absoluta. Engraçado notar que a última coleção da Topshop foi inspirada no Egito!!!

 

Fazendo a egípcia ou não faça de sua camisa do Lênin uma saia-lápis

 

Engraçado também notar que o desfile da Topshop trazia a saia-lápis junto com os capuzes. Mas todo mundo sabe, minha gente, que na primavera egípicia _ a onda de protestos que mostrou um rosto libertário do bolão vulgarmente chamado de “mundo árabe e arredores” que muita gente tenta esconder_ não dá pra usar saia-lápis. Engraçado pensar que dá pra correr até de burca, mas de saia-lápis não rola. E se precisar dar um pique, tio?

 

 Fica a dica prática e simbólica do figurino de protesto.

 

O que nos leva à ocupação de Wall Street, o evento mais fashion do ano. Diz que as revistas e publicitários já estão imaginando campanhas usando esse “clima de protesto, clima de paquera”.

 

 “Don´t fall in love with yourself”, disse Zizek, filósofo-padroeiro deste blog, muito amor, máximo respeito. Lá no meio dos manifestantes, mais uma vez reiterando suas ideias, como um bom professor (pra ele eu até fazia a Deborah Secco e tatuava um amor eterno, amor verdadeiro) .

 

 Ele disse pra galera não se contentar em aproveitar o clima de euforia, tirar fotos, postar imagens com os amigos no Instagram, todo mundo bem trabalhado no filtro.

 

 “O que importa é o dia seguinte”, ele disse. Ou seja, ok, vocês estão aqui dizendo que não querem o capitalismo. Mas precisam começar a pensar no que vai substituir esse sistema. Em algum momento terão de voltar pra casa e pensar no que mudariam em suas rotinas pra que isso possa rolar. E ler e procurar saber sobre história, sobre leis, sobre psicanálise, sobre pessoas que abraçaram uma luta com unhas e dentes, entregando a própria vida como garantia. Não é lógica de sacrifício, é a lógica oposta, de vida, ou seja, é pensar "minha liberdade de viver segundo o que acredito depende disso". E agir politicamente dia após dia.  

 

 Não adianta botar sua camiseta do Lênin nem sua saia hippie e gritar “abaixo o capital, viva a revolução”. A revolução não será televisionada porque ela é silenciosa,  começa num momento em que só você sabe que uma ideia despertou na sua mente e no seu coração o sino da verdade. A verdade é forte demais, é como uma beleza inegável. E é capaz de tornar o impossível possível quando muitas pessoas se juntam por uma causa de todos para todos. É um tempo de mudanças de perspectiva, e Zizek alerta, não aceitem que isso seja diluído num pacifismo publicitário.

 

Usar sua camisa do Lênin como figurino de show não dá. Tipo, olha a vibe Woodstock que já já acaba. Participar de protestos pra se sentir bem, achar que estar lá é ter feito sua parte é muito saia-lápis. Limitado. Não existe fazer a sua parte num inteiro imaginário. Existe fazer o seu inteiro numa parte do mundo que é a sua vida.

 

Faz uns 15 dias, estava eu andando por Oxford Street, lá onde tem a Topshop da Kate. Os grandes suvenires do momento nas dezenas de de lojas turísticas que lotam essa rua são réplicas do anel de noivado de Kate, camisetas do casal real e...moletons de capuz. Realeza x working class, o clássico da luta de classes britânica.

 

E tem gente que ainda acha que analisar moda é coisinha fútil.

 

Cata quem alcança, fi, fica a dica.

 

Besos

Vivi

 

PS: E alguém perguntou: e a dona Miuccia? Vá tomar banho, jantar e ler esse texto do link abaixo que, de sobremesa, vai ter texto no blog.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/A+TINTA+VERMELHA+O+DISCURSO+DE+SLAVOJ+ZIZEK+NO+OCCUPY+WALL+STREET_1659.shtml

 

 

Imagens de protestos em Londres, em Wall Street e no Egito. Piadinha com um dos presos nos riots com chapeu usado pela princesa Beatrice no casamento real e a saia que Kate comprou na Topshop

 

 

 

Escrito por Vivian às 16h42

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Kate Middleton - ou pq o "princesismo” é a grande tendência do momento

 

Ela não inspirou diretamente nenhuma coleção nem assistiu a nenhum desfile da temporada de moda que terminou na semana passada. Ainda assim, foi a personagem mais influente da estação.

 

Kate Middleton, plebeia, duquesa, mas, sobretudo, princesa no imaginário social, tomou conta das passarelas como uma entidade oculta em uma série de tendências.

 

Mas não se trata apenas de impressões. Dois fatos bastante concretos abrem caminho para entender como a nova princesinha “Disney” encarnada está entrando de fininho no seu guarda-roupa.

 

Número 1 – o Global Language Monitor, que registra a popularidade de termos e pessoas na internet, realizou um estudo que apontou Londres como a capital mais fashion do mundo nesta temporada. Nem Nova York, nem Milão, nem Paris. Londres chegou ao topo graças ao interesse dos internautas por Kate Middleton e pela grife Alexander McQueen que, não por acaso, assinou o vestido de noiva da moça.

 

Número 2 – A McQueen foi eleita a grife de moda mais cool de 2011. Comandada por Sarah Burton depois da morte de Alexander McQueen, a marca alcançou um pico de popularidade por conta do casamento de William e Kate.

 

Daí para as tendências foi um pulo

 

Para verificar se uma especialista em trends poderia confirmar a minha tese, pedi para Whitney Kessler, editora-associada do núcleo de análise de marketing e tendências Stylesight para listar as principais influências da bonitona na temporada de desfiles internacionais, primavera/verão 2012:

 

 

- Ladylike, o estilo mulherzinha comportada

Vestidos com mangas, barras mais longas e um certo ar de recato

 

- Dona-de-casa chic, o recato é a lei

Silhuetas ampulheta, conjuntinhos estilo tailleur e variações

 

- Aguadinha

Os tons pastel e lavados, desbotados, bem discretos (imagine a “cartela de cores” dos macarons do filme “Maria Antonieta” de Sofia Coppola)

 

- Noivinha

Muitos deisgners refizeram o vestido de noiva em versões estilizadas ou editadas em peças separadas. Os trajes e chapéus das convidadas também foram referência.

 

- Make e cabelo solto

Segundo a analista, o make quase nude da discreta esposinha de William e o cabelo bagunçadamente arrumado estão "in" (kkkk)  

 

O que eu acrescentaria (tanto nas passarelas quanto o que acabou de chegar às lojas na Europa):

 

 

- A volta dos esportes “reais”

O universo do hipismo e do tênis, esportes de elite e ligados aos reis e rainhas contemporâneos apareceram muito. Não por mera coincidência, a Hermès e sua herança hípica voltaram com força total ao topo do mercado. A grife inclusive está organizando um torneio hípico em São Paulo

 

- Arrasta

Vestidos e saias com algum tipo de cauda  

 

- Retorno de cores e motivos ligados historicamente à realeza

Azul (o tom do vestido azul usado por Kate no anúncio do noivado,da grife Issa, apareceu em diversas coleções), dourado, vermelho e laranja, rosetas etc

 

 

- Tiaras de princesa/noiva

Como as da Vuitton e de Nina Ricci, nem precisa explicar, certo?

 

 

Dias antes do casamento, gravamos aqui na redação, para a TV Folha, um vídeo no qual eu dizia que o vestido de noiva de Kate seria a peça mais influente dos próximos anos. Não apenas o vestido em si, mas sua capacidade de simbolizar a chegada da nova “princesa do povo”, a jovem e bela plebeia que alcançou o mundo da realeza.

 

Kate,a mulher, não importa muito nesse caso. É o imaginário da figura da princesa que manda aqui.

 

A princesa, em geral, é discreta, doce, sabe receber, preserva o recato, é prendada (com Kate surgiu uma nova onda de procura por cursos de boas maneiras para moças de fino trato), exatamente como a dona-de-casa dos anos 50, símbolos paradoxais de elegância, obediência e repressão/depressão.

 

A mulher do próximo verão, segundo as semanas de moda, é assim, bonita e triste feito um passarinho na gaiola. De novo, não quer dizer que a moda quer criar "sozinha" essa imagem, mas que de alguma forma esse sentimento de repressão já está presente na sociedade. A moda, a partir dessas referências, criará imagens e escolherá seus ícones, aquelas pessoas que melhor representarão essa imagem levando em conta uma série de interesses. Não vamos esquecer que as empresas de moda estão hoje entre os capitais mais poderosos do mundo.

 

 

Então quer saber o que Kate Middleton tem a ver com crise econômica e os protestos em Wall Street? Quer uma leitura de como a coleção da Prada é uma tiração de sarro com os conceitos de clássico/herança/elegância? Então cole aqui amanhã e “vem com nóiz”.

 

 

Vamo estourá (as champagne tudo), rapa!!!

Besos

Vivian Whiteman

 

Looks de cima para baixo, da esq à dir.: Nina Ricci, McQueen (dois looks), Louis Vuitton (dois looks) e Jil Sander

 

Looks de cima para baixo, da esq à dir: Dolce & Gabbana, Dior, Prada, Gucci, Balenciaga e Hermès

Escrito por Vivian às 17h23

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De Conversinha com: Daiane Conterato

Uma das preferidas de Miuccia Prada e Marc Jacobs há anos, Daiane Conterato conquistou espaço com sua beleza intensa e diferente do modelo loira cabeluda. Seu perfil é considerado o de uma mulher fina e sofisticada, o que lhe deu lugar cativo nas passarelas mais importantes do mundo.
Num de seus breves intervalos, a top brasileira bateu um papo com "noiz":

- Conte um pouco da sua história com a Prada.

O meu primeiro desfile para a Prada foi em fevereiro de 2006. Na época, desfilei com exclusividade para a marca e foi através desse desfile que a minha carreira começou . Daquela época até hoje nunca mais parei de desfilar para eles, seja no lançamento oficial da coleção em Milão ou nos lançamentos resorts que acontecem em outras cidades. No começo  nao tinha como conversar com Miuccia pois ainda nao falava ingles , eu tinha apenas 15 anos e estava começando . Lembro que a Miuccia chegava no backstage olhava para todo mundo, conferia todos os looks e não falava uma palavra com nenhuma modelo. Mas, com o tempo, fui perdendo a timidez e percebi que a Miuccia é uma pessoa cativante , simples e cheia de estilo. Quando conversamos nunca foram assuntos longos pois você não imagina a correria e a agitação dentro do backstage de um desfile como da Prada . As oportunidade que tinha para falar com a Miuccia eram nos dias de fitting ou quando ela passava para conferir o meu look. Geralmente ela me pergunta se estou bem ou faz algum elogio. Neste último desfile ela comentou do meu cabelo novo. “ Mudou o cabelo? Ficou ótimo".

- Qual foi o episódio mais legal ou inusitado que vc já viu num camarim da grife?

Na coleçao spring summer 2009 estavamos todas no camarim e a Miuccia chegou e dispensou todas as modelos de cabelo castanho, no total umas 5, entre as modelos eu, a Marina Perez e Elise Crombez. Faltando uma hora para começar o desfile a Miuccia voltou atrás e tive que voltar correndo. Quase não cheguei pois estava muito trânsito em Milão nesse dia. Esse desfile também foi um muito comentado porque os sapatos eram extremamente complicados e difíceis de andar, tanto que muitas modelos caíram na passarela.

- Por que acha que virou uma das modelos mais presentes nos desfiles da Prada?

São anos trabalhando com a Prada e por isso eu tenho uma relação quase familiar com toda a equipe da marca. Eu sempre faço tudo que eles me pedem por exemplo, já saí do Fashion Rio para desfilar para a coleção resort em Hong Kong. Também sempre estou disposta a mudar o visual caso eles sugiram. Acho que essa cumplicidade que conquistei faz com que esteja sempre presente nos desfiles.

- O que as modelos andam comentando sobre a ida de Marc Jacobs para a Dior?

Ninguém tem certeza de nada, mas lógico que os burburinhos existem. Às vezes comentamos: "Será que ele vai mesmo?"  Pra mim seria ótimo pois gosto muito dele e trabalhamos juntos. 

- Algum boato sobre quem vai ficar no lugar do Marc na Vuitton? Dizem q as modelos SÃO as primeiras a saber...

Risos, acho que não é bem assim não. Eu por exemplo só fico sabendo dos boatos, mas adoraria que fosse o Tom Ford.

- Se pudesse escolher uma peça dedesfile dessa temporada até agora, o q seria?

A saia de couro vinho que desfilei para o Marc Jacobs e a blusa preta plissada que desfilei para a Prada.

Escrito por Vivian Whiteman às 21h00

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Berlusconi faz dieta de modelos de Milão

Semana de moda de Milão acabando, vamos dar uma geral nos bastidores do babado:

- Sucesso nos bastidores da Dsquared e na mesa de ninguém menos que Silvio Berlusconi? A Tsanoreica é um novo sistema auxiliar de dieta que promete repor os nutrientes necessários a quem está de dieta, favorecendo os músculos e estimulando a queima de gorduras. Os produtos da marca estavam disponíveis no backstage da grife e, segundo os executivos da marca, estão sendo usados pelo premiê italiano, que está tentando emagrecer

- Tudo em família na Missoni. Antes do desfile assinado por Angela Missoni, a matriarca da família, Rosita, cumprimentava sobrinhos, primos e agregados e aproveitava para engrossar a lista de quem estará na festa de Natal do clã

- O sabor da temporada é o sorvete Fiordelatte da famosa Gelateria Grom. A filial da piazza Duomo está com filas quilométricas, graças ao calor que não quer ir embora de Milão

- Nada de bares metidinhos das áreas finas da cidade: o novo point dos fashionistas mais underground é o tradicional Navigli, a Vila Madalena de Milão

- Franca Sozzani, editora da Vogue Itáilia declara: chega de fashionismos, viva o clássico. Anna Dello Russo, da Vogue Japão, discorda, e foi ao desfile da Pucci com um arranjo de cabeça digno do Carnaval carioca

- Aliás dizem que Dello Russo, para manter sua figura, jogou comida embaixo da mesa durante o jantar da Vuitton na Triennale...

- A colega Bianca Zaramella, da Isto É Gente, fotografou Roberto Cavalli depois de seu desfile com um convidado especial. Antes de dar qualquer entrevista ele fez questão de pedir um prato de água para seu cão, que estava sedento no backstage da apresentação.

- Atenção tendencistas: ombros de fora são o novo preto

- Ela é rainha em Milão: Costanza Pascolato está entre as mais fotografadas pelos sites de estilo e está dando várias entrevistas. Em um café antes do show da Missoni, ela lembrava como foi bom ver tudo dos anos 90 (que estão voltando em peso) e lança, vc se lembra do TLC [trio feminino de hip-hop/soul, do hit "Waterfalls", q usava mangas vazadas e partes de baixo bem amplas]. Aquilo apareceu muito nessa temporada". Musa é musa.

- Vamos lá, rapa, que Paris é logo ali. Bjs.

Escrito por Alcino Leite Neto às 18h38

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Novidades na cobertura de moda (ou The Re-invention Tour e nóiz)

Os leitores que acompanham a versão impressa da coluna já devem saber que nesta sexta a Última Moda foi mesmo a última.

A partir da semana que vem a coluna deixa de ser publicada na Ilustrada.

Criada pelo mestre Alcino Leite Neto em 2005, a coluna representou um passo importante na reinvenção da cobertura de moda na Folha de S. Paulo, que já contou com nomes como Costanza Pascolato, Lilian Pacce e Erika Palomino.

Erika fez uma cobertura pioneira nos anos 90 e início dos 2000, mesclando moda e comportamento de maneira única e marcante. Alcino trouxe para a cobertura análises ricas, com referências de vários campos do conhecimento, e destrinchou como poucos o aspecto mercadológico desse universo.

Quando assumi a coluna, procurei retratar a moda no contexto da cultura pop e, aos poucos, fiz questão de mostrar o quanto o cenário fashion ocupa um lugar importante na sociedade contemporânea, funcionando como um espelho de suas melhores e piores estruturas e tendências.

Neste período, tive a chance de analisar acontecimentos de nosso tempo pelo viés da roupa, procurando decodificar imagens para os leitores.

Da roupa da posse da presidente Dilma ao vestido de casamento de Kate Middleton, dos uniformes dos grandes torneios de tênis e futebol aos figurinos de Amy Winehouse, dos filmes de Hollywood ao tapete vermelho do Oscar.

Agora, chega o momento de uma nova fase da cobertura. A moda não mais terá seu próprio canto, mas ganhará presença mais forte em todos os cadernos do jornal. Não haverá mais um "gueto", um "mundinho", mas um espaço de análise e reportagem onde quer que a moda se faça presente ou relevante.

A nova missão da editora de Moda proposta pela Folha não é mais daquela que se concentra em falar com nomes do setor. É claro que isso é importante e continua, mas a ideia é que a editora seja capaz de acrescentar ao noticiário do dia-a-dia uma leitura de imagens num mundo em que a imagem tem cada vez mais poder.

Este blog será mantido e servirá como ponto de encontro e canal direto de comunicação com os leitores. As pensatas do Fashion Pravda voltam com força total, e comentários/links serão postados toda vez que uma reportagem ou análise de moda for publicada no impresso ou na Folha.com.

As coberturas das semanas de moda nacionais e internacionais continuam e ganham novos formatos, mais afinados com essa nova fase.

Como editora de Moda da Folha, é com muito orgulho e vontade que assumo esse desafio e conto com vocês, como sempre.

Tudo junto e misturado, é a moda tomando a rua.

E como diz o rap, a rua é nóiz.

xxx

Vivian Whiteman
Editora de Moda

PS: Um beijo especial para Alcino, mestrão maior e editor do Publifolha, máximo respeito. Um abraço apertado para Pedro Diniz, amigo muito querido, repórter bafo e braço direito na coluna, que continuará fazendo colaborações para a Folha.

Escrito por Vivian às 11h51

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ENTREVISTA - JULIA LEMMERTZ

Na coluna de hoje (2) do jornal impresso publicamos uma matéria sobre a moda da novela "Fina Estampa", do autor Aguinaldo Silva, que estreou semana passada na TV Globo.

A figurinista Beth Filipecki, que junto ao marido Renaldo Machado assina o guarda-roupa do folhetim, falou um pouco sobre o visual dos personagens da trama. Entre os destaques está Esther, estilista da grife de moda praia Fio Carioca, que é interpretada pela atriz Julia Lemmertz.

Alex Carvalho/Divulgação TV Globo

Julia Lemmertz como a estilista Esther de "Fina Estampa"

"Ela tem um visual helênico e suas roupas traduzem bem o seu trabalho como estilista: têm movimento e um gosto de novidade", disse Beth à coluna "Última Moda".

Entre uma cena e outra, Lemmertz falou à Folha, por telefone, sobre sua relação com a moda e a caracterizaçao de Esther.

Folha – É verdade que sua personagem é inspirada na estilista carioca Lenny Niemeyer?

Julia Lemmertz – Não exatamente. Quanto à sua dedicação ao trabalho e o que ela representa para a moda carioca, sim, mas isso é pano de fundo para sua história com o marido [o empresário Paulo, vivido por Dan Stulbach]. O ponto principal é a relação do casal, que trabalha junto e viverá o impasse de seguir caminhos diferentes durante a trama.

O que foi mais difícil na caracterização da personagem?

Passar horas sentada para deixar o meu cabelo naquele tom de ruivo, sem dúvida, foi o mais difícil [risos]. Nessa história de pinta aqui, pinta dali, foram mais de dez etapas.

Gosta de moda?

Acho que todo mundo gosta. Frequentei alguns desfiles antes de a novela começar e vejo a moda como um grande instrumento na composição dos meus personagens.

Seu estilo é parecido com o de Esther?

Assim como ela, gosto do que é bonito e só uso roupas que me caiam bem. Quando se faz uma novela, é natural que o personagem acabe influenciando seu estilo pessoal. O de Esther é atemporal, tem a ver com o meu.

Na novela Passione, Melina (Mayana Moura) também era estilista. Na época, a TV Globo lançou uma coleção para a C&A assinada pela personagem. Há planos para que esse tipo de parceria aconteça com Esther?

Realmente, não sei. Mas se for algo legal e que dialogue com a vida das pessoas, acharia ótimo.

(Pedro Diniz, de São Paulo)

Escrito por Vivian às 03h05

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PROCURA-SE TOP PLUS SIZE

A marca Amercian Apparel lançou um concurso, no mínimo, polêmico. A rede americana convocou, em seu site oficial, mulheres de todo o mundo para concorrer ao posto de modelo plus size de sua linha de roupas GG. Qualquer garota pode participar, desde que respeite uma única exigência: seu manequim não pode ser maior que 44!

No concurso "The next big thing" (ou, A próxima grande coisa), as aspirantes a modelo devem enviar à marca duas fotos (uma do rosto e outra do corpo) e ganhará a candidata mais votada pelo internautas. A vencedora irá até Los Angeles, nos Estado Unidos, onde serão feitas as fotos da campanha.

American Apparel abre concurso para eleger rosto (e corpo) de linha GG

Em abril, a American Apparel divulgou que suas dívidas chegavam a US$ 120 milhões e que, devido a isso, a empresa passaria por uma reestruturação. A produção de uma linha de roupas com a etiqueta XL é uma das suas primeiras estratégias para alavancar as vendas, que, segundo a direção da empresa, vão de vento em poupa.

(Pedro Diniz, de São Paulo)

Escrito por Vivian às 17h42

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HERMÈS + STREET ART

Para sua nova coleção de inverno, a grife francesa Hermès preparou uma linha especial de lenços (carrés) com estampas que remetem ao universo da street art. Intitulada "Graff", a coleção foi desenvolvida pelo grafiteiro francês Cyril Phan (conhecido como "Kongo"), que abusou do splash de cores e das formas arredondas em seus desenhos para a marca.

Fotos Divulgação

O grafiteiro francês "Kongo" criou lenços para a Hermès

Composta por quatro modelos de seda pura ("made in Brazil", como toda utilizada pela Hermès), a linha já é vendida nas lojas da grife espalhadas pelo mundo. No ponto do shopping Cidade Jardim (e único da marca no país), zona sul de São Paulo, cada lenço custa R$ 1.450.

O artista abusou das cores e formas arrendontadas da street art

Todos as peças da linha são de seda pura "made in Brazil"

Na loja da grife no país, cada modelo é vendido por R$ 1.450

Mais um dos quatro carrés da coleção, batizada de "Graff"

Parte da renda arrecadada com a venda das peças será revertida para a Kosmopolis, ONG criada por Kongo e que apoia jovens artistas de rua. (Pedro Diniz, de São Paulo)

Escrito por Vivian às 15h57

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O RAP (?) DA LANVIN

Só deu black na nova campanha da grife francesa Lanvin. A música "I Know You Want Me", do rapper pop americano Pitbull, foi escolhida pelo fotógrafo e diretor da campanha, Steven Meisel, para acompanhar a dancinha das tops Raquel Zimmermann e Karen Elson.

Vestidas com roupas de festa do inverno 2011 da marca, as modelos mexem os braços e fazem pose junto com o estilista da Lanvin, Alber Elbaz, que dança no final do vídeo. Dois modelos masculinos completam a festa, vestindo looks da nova coleção.

Abaixo, confira o vídeo, que de rapper mesmo não tem nada.

Karen Elson e Raquel Zimmermann dançam na festa "rapper" da Lanvin

Escrito por Vivian às 15h20

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HERCHCOVITCH DEIXA SEMANA DE NY

O estilista Alexandre Herchcovitch não faz mais parte do calendário oficial da Semana de Moda de Nova York. A partir da próxima edição do evento, que começa no dia 8 de setembro e vai até o dia 15, o designer passa a desfilar suas coleções em caráter independente.

A próxima apresentação da grife em Manhattan acontecerá na galeria Eyebeam, no bairro do Chelsea, às 16h do dia 12 de setembro. A assessoria do estilista ainda não sabe informar o motivo exato da saída de Herchcovitch da programação oficial da semana de moda.

Nos corredores, comenta-se que o estilista estaria descontente com o formato do evento, que ocorre no complexo de edifícios Lincoln Center, no Upper West Side.

Escrito por Vivian às 15h49

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MARC JACOBS NA DIOR

Quase seis meses após o início da boataria sobre a sucessão de John Galliano na Dior, nesta semana representantes do grupo LVMH irão se reunir em Paris para negociar a possível entrada de Marc Jacobs na direção criativa da grife francesa. Segundo o portal americano WWD, Jacobs, que atualmente dirige o estilo da Louis Vuitton, não terá seu contrato de estilista-chefe renovado.

De acordo com o site, a estilista Phoebe Philo, diretora criativa da Céline (marca que também é controlada pela LVMH), substituirá Jacobs no comando criativo da Vuitton.

Em março deste ano, quando ainda eram fortes os boatos sobre a entrada de Riccardo Tsci (estilista da Givenchy) no posto vago por Galliano, a LVMH anunciou a entrada de Fabrizio Malverdi, ex-CEO da Givenchy, na chefia de operações da Dior Homme (divisão masculina da grife). Com a mudança, Malverdi começou a trabalhar ao lado de Sidney Toledano, CEO da Christian Dior, na "reestruturação" da maison  após a demissão de Galliano.

A contratação de Malverdi soou como o primeiro sinal de que a nova fase da Dior não inclui mudanças apenas na divisão feminina, mas em todos os produtos de moda lançados pela grife. Nesse contexto, Jacobs teria a seu favor a experiência na Louis Vuitton, onde assina desde o acessórios até as coleções de roupas masculinas e femininas.

Escrito por Vivian às 15h16

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PARCERIA ABRAVANADA

Na coluna de hoje do jornal impresso, noticiamos a parceria entre a grife Neon, dos estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato, e a marca The Candy Shop Flavour, do ator Paulinho Vilhena e Roberta Alonso. A partir da próxima quinta (25), ambas as marcas venderão os três modelos de camisetas "abravandas" criadas para a linha.

Abaixo, confira as primeiras imagens da colaboração.

O ator Paulinho Vilhena, dono da The Candy Shop Flavour, veste regata pink (R$130) com estampa criada pela Neon

À esq., Dudu Bertholini com a camiseta com gola V (R$ 130) da parceria

Da esq. para dir., Dudu, Roberta Alonso, Rita Comparato e Paulinho Vilhena

Escrito por Vivian às 15h24

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Vivian Whiteman Vivian Whiteman é editora de Moda da Folha e também edita os especiais de moda da revista Serafina.

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