Última Moda
Última Moda
 

RAINY DAY SONGS

Frio, chuva e gripe suína descontrol, não está fácil viver em SP neste inverno (como se fosse fácil em outras épocas do ano).

Modelo para esses dias gelo-molhados? Uma manta bem fofa, enrolada no corpo estilo casulo. Acessório: uma boa dose de algum "álcool invernal"(para os menores de idade, chá forte de canela e gengibre, que dá barato). Se vc fuma, aproveite para esfumaçar sua residência, um dos poucos ambientes  livres de multa e patrulha.  

Nos pés, meias de lã ou até mesmo uma pantufa de estimação_ permita-se ser "cafona" ao menos dentro do seu próprio lar, sim? Um livro cai bem, se vc estiver na pegada de. Pense na vida, de repente. Não faça dieta nesta época. É mau negócio, podicrê. Boa companhia, claro, é sempre bom. Se der.

E som na caixa, que esse tempo tá feidimais pra gente passar a seco:

Playlist:

  1. Robert - Vanguart
  2. Broken Love Song - Pete Doherty
  3. Travelling Light - Tindersticks
  4. White Winter Hymnal - Fleet Foxes
  5. White as Diamonds - Alela Diane
  6. Dig Down Deep - Vandaveer
  7. Fade into You - Mazzy Star
  8. My Mistakes Were Made for You - the Last Shadow Puppets
  9. Blue Spotted Tail - Fleet Foxes
  10. Break the Night With Colour - Richard Ashcroft
  11. Jesus Chorou - Racionais Mc´s
  12. Stuck Inside a Cloud - George Harrison

 Bonus Track

13.  A Hard Rain's A-Gonna Fall - Bob Dylan

 

Escrito por Vivian às 16h27

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OBAMA E O JEANS DA MAMÃE

Estou acompanhando há uma semana uma das polêmicas mais ridículas dos últimos tempos.  Barack Obama apareceu com uma calça jeans "careta" (cintura alta e largo, o famoso "mom jeans") na abertura do último All Star Game. 

Comentar as roupas dos políticos já virou mania, ok_ embora o foco sejam as primeiras-damas. Mas daí à avalanche de posts, "tuitadas", vídeos e inclusive reportagens impressas em jornais como o "New York Times" e o "Washington Post", a coisa ultrapassou os limites da sanidade mental. Comentários histéricos sobre o quanto a calça de Obama era "antiquada", "feia", "velha", "cafona", conselhos patéticos do tipo "use skinny" ou "que tal uma calça de cintura baixa?", rolou todo tipo de absurdo. 

Obama, fino que é, deu respostas educadas, mas deixou claro que não é top model, odeia comprar roupas e jamais aparecerá "usando jeans apertados". Uma maneira delicada de dizer: amiguinhoixxx, vão arrumar o que fazer, please.

Acompanhando esse circo de boçalidade extrema, tenho de concordar com o nosso querido Brüno: para grande parte dos fashionistas, o "autismo" está mais "in" do que nunca.

Uma piada antiga do Saturday Night Live sobre o "mom jeans", essa sim engraçada

Escrito por Vivian às 15h33

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+ FIGURINOS - ROSSELLINI

Nesta semana vi o DVD de "Agostinho", filme feito para a TV italiana e dirigido por Roberto Rossellini. É uma biografia centrada em parte da vida do pensador Agostinho de Hipona, que depois de morto virou Santo Agostinho.

O filme se concentra na fase em que Agostinho foi bispo de Hipona e desdobra alguns de seus pensamentos sobre justiça, Cristianismo e sua belíssima concepção do que seria a "Cidade de Deus".

Nos créditos, reparei que Isabella Rossellini, atriz e filha do diretor, foi assistente de figurino do filme.

O figurino histórico tem suas limitações por ser, enfim, histórico. Ou seja, o figurinista precisa de um certo rigor na escolha das roupas, a não ser que a proposta seja a de subverter a ideia de tempo ou transportar a história para a contemporaneidade. Mesmo nos casos em que a reconstituição é fiel à época abordada, o diretor que compreende o papel do figurino encontrará diversas formas de explorá-lo criativamente.

O filme de Rossellini, apesar da simplicidade e do pequeno orçamento com que foi realizado, tem alguns exemplos muito interessantes de como abordar as roupas no conjunto de um filme. "Agostinho" foi feito em 1972 e, com ele, o diretor pretendia abordar, tendo como base os brilhantes escritos de Agostinho,  questões que se colocavam diante do mundo pós-60. Os movimentos revolucionários, as vanguardas, as utopias perdidas ou renovadas, o paralelo entre a filosofia medieval e os temas que se apresentavam a Rossellini naquele momento.

Agostinho, depois de ser nomeado bispo, passa a usar uma veste branca com duas listras pretas, uma sobre cada ombro. Num determinado momento do filme, o personagem está pregando aos jovens, dentro de uma sala. Rossellini corta o plano para acima da cintura de Agostinho. Os moços sentados aparecem de logo abaixo dos ombros para cima. Assim, com uma aproximação estratégica, a túnica parece se transformar numa camisa com suspensórios pretos. Os mantos que os jovens levam sobre os ombros, parecem jaquetas modernas. Num jogo simples de câmera, o mosteiro medieval se transforma num congresso juvenil, onde Agostinho surge como mentor revolucionário e os garotos como estudantes.

Em outra sequência interessante, um dos velhos da cidade reclama: "não se sabe mais quem é homem ou mulher". O comentário se refere mais uma vez a um grupo misto de jovens, todos de cabelos curtos e minitúnicas semelhantes, que, feitos poucos ajustes de "styling", poderiam estar nas ruas de uma manifestação estudantil francesa ou nas passarelas unissex, sinônimo de modernidade no final dos 60.

Recomendo àqueles que puderem que assistam ao filme. Ele está até disponível para download na web. E, mais importante, recomendo a leitura das obras de Agostinho que, muito mais que santo, foi um grande pensador, essencial para o desenvolvimento de toda a filosofia Ocidental.

PS: Rossellini também fez, para essa mesma série de TV, filmes sobre Sócrates e Blaise Pascal. A ideia era botar na TV obras com apelo diadático, bem dirigidas, baratas e que fossem de fato vistas pela população. Fica a dica para os produtores/diretores egomaniacs da TV brasileira, que a cada dia nos premiam com novas séries caríssimas e rasteiras. Nem vou citar títulos, mas, Jesus, quanta mediocridade...

Escrito por Vivian às 20h33

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RÓQUI ROX

Então, Dia do Rock. A data em si carrega uma nota de cafonice, vamos admitir. Porém, o fato é que, pelo menos desde os anos 50, a moda deve pencas aos grandes (ou nem tão grandes) nomes da cena rocker. Montei aqui uma galeria com alguns dos meus escolhidos no quesito istáile+róqui. Mandem links e listas com os preferidos de vocês, please. 

 

Beatles, em dois momentos. Escorre até uma lágrima, né?

David Bowie, humilhando geral acima e abaixo

 

Courtney Love antes da botocada. Já copiei mutcho

Gracie Slick, do Jefferson Airplane, egípcia e maloqueira

  A nossa boa e velha Wandeca

 

Shirley Manson, do Garbage. Modelo hit nos 90

 

Françoise Hardy. Francesa e phiiiiina

 

Duffy. Linda com seu bocão

 

PJ na fase mais bafônica

 

Paul Weller, podre de chique (sozinho e com Pete Towshend)

  

Brett Anderson, o muso do Suede           

 

 Jarvis Cocker, do Pulp

  

Axl Rose. Até Galliano copiou, ok, beibe?

Frusciante: Frusciante? Frusciante.

 

3x1. Bob Dylan, sempre. Amo.

Escrito por Vivian às 20h13

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ELA É FRENÉTICA!

Para animar o feriado, "Mulher Elétrica". É 3000 volts, amigo, tá pensando o quê?

 

Escrito por Vivian às 13h23

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DEMORÔ, DEMORÔ

Pedindo desculpas gerais pela ausência, mas com semanas de moda, fechamentos e curso na sequência, não deu tempo nem para almoçar diariamente.
 
O curso foi super bacana, e ficamos com vontade de falar mais, muito mais, dos figurinos de Hitchcock. Eisenstein também merecia um combo de aulas só para ele, dono de um entendimento sobre o cinema que até hoje foi compreendido apenas por poucos e bons. Veremos o que rola mais adiante...
 
E agora voltamos à programação normal, com uma bateria de notas descontraídas:
 
- Esse velório/enterro do Michael hoje foi bem deprimente. Essa coisa de tratá-lo como santo ou então como um freak demente dá nos nervos. Mais deprimente ainda será a briga de foice pelos dinheiros do pobre. Enquanto homenagem de moda, espero que voltem às ruas as meias, luvas e jaquetas brilhantes. E muito Michael nas vitrolas e pistinhas, porque o lance é a música. Bom dimaixxx, sempre e sempre.

 - A leitora teen Marina pergunta se conheço a coelhinha Fifi Lapin. Oui, Marina. Para quem ainda não viu, é uma coelha-gente que aparece em seu blog "usando" roupas de grandes grifes internacionais, em formato desenho. A personagem já virou até musa da grife Le Sportsac.

O link do blog vai aqui e, abaixo, uma imagem da doce criaturinha consumista.

 

Fifi e seu modelo Viktor & Rolf

 

- O Alice in Chains anunciou que vai voltar à ativa. E o grunge (incluindo a indumentária básica) continua seu revival, de novo.
 
- O leitor J.Y. pergunta se não vamos falar de Lady Gaga. Bem, o jornal já publicou várias coisas sobre ela, focando nos shows etc Sei que a moça é o maior sucesso do momento, mas eu particularmente não tenho o menor goixxxto pela loira. Acho bem de quinta, na verdade. Não consigo gostar das roupas _esse estilinho forçando a mão no "quero ser cafona, piranhesca e bafônica" já deu_ e a música é aquela coisa coletânea Smash Hits anos 80 (com a vantagem da megaprodução que rola em cima, claro).  Maaas, J.Y., se tivermos notícias fashion ligadas à dona Gaga, publicaremos sim (gostos à parte!).
 
Trasheira por trasheira prefiro a italiana Sabrina e seu biquíni tomara-que-caia pornô, lembram dela?  Alisha? Paula Abdul, alguém?

 Tá bouuua?

Escrito por Vivian às 20h23

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PERFIL

Alcino Leite Neto Alcino Leite Neto, 49, é editor de Moda da Folha, jornal onde exerceu anteriormente as funções de editor da Ilustrada, do Mais!, de Domingo e de correspondente em Paris.

Vivian Whiteman Vivian Whiteman, 30, é jornalista cultural desde 1998 e repórter da editoria de Moda da Folha desde 2005.

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