CAVALERA, FIRMONA
E rolou ontem a festinha de inauguração da nova loja da Cavalera, num espaço bem grande e bacana na Oscar Freire. Lá, estão à venda os produtos top da grife, além das coleções mais básicas e até uma nova linha feitas para pets.
O coquetel bombou, e o sr. Alberto Turco Loco Hiar, que pode ser "loco" mas não é nada bobo (aliás, tem um feeling de primeira para tudo o que pega nas ruas), fechou logo com a firrrrrrrrrrma, tio. DJ KLJay arrasando no som, Ice Blue e Rappin Hood, só no istáile. Quem é esperto, captou a mensagem, certo? Então, "siliguem" no movimento.

Ice Blue (vocês PRECISAM escutar as brisas filosóficas dele no Balanço Rap da 105 FM )

KLJay (A festa dele no DJ Club, todas as quintas, é muuuuito boa)

Rappin Hood (Dizem que ele vai ganhar um programa novo na TV, aguardem notícias em breve)
Escrito por Vivian às 18h44
XXL RAP FESTIVAL - É AMANHÃ!
E para fechar essa semaninha cheia de shows, dou uma dica fora do circuito, festa que vai bombar na certa.
Amanhã, no Ginásio do Palmeiras, vai rolar o XXL Rap Festival, com Big Ben Bang Jhonson. Para quem ainda não conhece (demorô, né?), trata-se de um coletivão de rap que reúne Mano Brown e Ice Blue, do Racionais; Dom Pixote, do grupo U Time; Sandrão e Helião do histórico RZO; além de Quelynah, Du Bronx, Conexão do Morro e Consciência Humana.
O Bang Jhonson lotou o Sesc Pompéia faz alguns meses, e a apresentação só recebeu elogios, até de gente que não conhecia as músicas e não acompanha o cenário do hip-hop no Brasil. Rap de primeira, vocês podem ter certeza (é só sacar os nomes envolvidos).
Além deles, tocam antes GOG, DJ Cia, Ndee Naldinho e Função RHK, entre outros, enfim, o baile todo. Os portões abrem às 20h e os ingressos antecipados (ou seja, pra quem comprar ainda hoje) custam 20 mangos. Amanhã, nas bilheterias do Palmeiras, R$ 30.
Comandando a festa, o locutor Fabio Rogério (sou fã!), apresentador do programa Espaço Rap (da 105FM) que eu adoro e sempre comento por aqui. Aliás, andei ouvindo algumas coisas novas (e outras nem tão novas), e muito boas, nos programas das últimas semanas. Na sequência, vão algumas dicas.
Dê um tempo do coquetel com espumante chocho e das festinhas hype com as mesmas carinhas pintadas de sempre e cole por lá. Rap nacional é booooom demais, e um show como essa não rola todo dia. A gente se vê na féixxxta, então. Besos para todos e bom finde.
Pentágono – É o Moio (Aliás, se puderem, escutem o disco inteiro do Pentágono, que é muito bom. O CD, que se chama “Natural”, mistura rap, ragga, dancehall e outras cositas más com muita propriedade)
Raphão - Futebol na Quebrada é Racha
TR3F - De Sofrimento Já Basta o Meu Passado
Relatos da Invasão - Picadilha Jaçanã
A Família ft. Edy Rock - Sopra Lobo Mau

Escrito por Vivian às 17h22
HERCHCOVITCH FAZ SEU PRIMEIRO DESFILE NA ROSA CHÁ
Acabou há pouco o desfile da Rosa Chá no dia 1 da semana de moda de Nova York. Foi a primeira coleção feita por Alexandre Herchcovitch para a grife, desde que ele assumiu neste ano a direção criativa, no lugar de Amir Slama. Foi também a primeira vez em sua carreira que ele criou uma coleção completa de beachwear. Por isso havia, da parte de pessoas da moda, uma forte expectativa a respeito do que seria mostrado na passarela. O público reagiu bem, com muitos aplausos, sobretudo quando o estilista apareceu na "boca de cena". Diferentemente do que costuma fazer quando sua própria grife desfila, ele não caminhou pela passarela, de mãos dados com uma modelo. O desfile também não contou com a presença de Geanine Marques, amiga e musa do estilista, além de uma espécie de talismã de suas apresentações. Na plateia, estavam as atrizes Carol Castro e Larissa Maciel. A maravilhosa modelo afro-americana Chanel Iman abriu a apresentação, encerrada por Jeneil Williams, fulgurante jamaicana, também negra. O estilista não recorreu a um "tema" para conduzir esteticamente a sua coleção: preferiu um caminho mais formalista, trabalhando a própria arquitetura do beachwear e também as sutilezas da lingerie. A estratégia parece ter funcionado também, para ele, como uma maneira de explorar este terreno novo, que é a moda praia _como alguém que, ao decidir construir a sua própria casa começasse, logicamente, por estudar engenharia e arquitetura, para só depois pensar na decoração.
Esse formalismo, porém, não limitou o glamour da coleção. As "investigações construtivas" do estilista (por exemplo, com a forma dos bojos e com as transparências) surgiram em meio a poás com graciosas aplicações de cristal, vigorosos listrados branco-e-preto, peças bi ou tricolores, combinações de tecidos (como lycra-seda-jeans) e deliciosas peças feitas de listras trançadas em verde limão, amarelo e laranja, a última série de looks do desfile.
A direção de arte (Zee Nunes e Ruy Furtado) e o styling (Maurício Ianês) foram muito eficientes na tarefa de tornar mais legível o caminho feito por Herchcovitch _e, na imagem geral do desfile, a mão singular do estilista ficou ainda mais nítida. A fim de marcar posição no conjunto da moda praia brasileira, ele buscou uma feminilidade sem impostação e sem aflição (nem "perua" nem "matadora") e propôs uma sensualidade mais leve, desencanada e menos neurótica. Mais mulher-sujeito do que mulher-objeto.
Ficou perceptível que Herchcovitch se referiu a vários a elementos estilisticos "históricos" da Rosa Chá, legados por Amir Slama. Mas também ficou claro que a grife, sem negar o passado, começa agora uma outra história: sai o requintado barroquismo de Slama e entra o pop exuberante de Herchcovitch.
(Alcino Leite Neto, enviado especial a Nova York)
Escrito por Alcino Leite Neto às 21h40
PANO DE PRIMEIRA
O Brasil, considerado o terceiro maior mercado de urbanwear do mundo, ganhou mais duas marcas do segmento neste mês. Já chegaram por aqui as grifes G-Unit, marca hype do rapper 50 Cent, e a Zoo York, que também segue a linha street ligada ao hip-hop, skate, grafite, enfim, aquele combo que faz sucesso no mundo todo. As peças serão vendidas em lojas multimarcas.
A manobra foi comandada pelo grupo TBC (The Brands Company), que gerencia as operações no Brasil de grifes como Anni Futuri, Lés Filos e Sean Jhon, além das marcas do grupo Ecko, que atualmente ostenta o título de maior conglomerado de marcas de streetwear do mundo. Ou seja, minha gente, grana da alta.
Não é à toa que tem muito empresário de olho nesse segmento, que só faz subir em faturamento e hype, principalmente quando a imagem dos produtos é associada a grandes nomes da música, como no caso de 50 Cent e de rappers como Pharrell e Jay-Z que, entre muitos outros, também entraram para o mercado fashion. No Brasil, com uma proposta diferente (que trabalha também o lado social da roupa e seu contexto nas periferias), temos a 1Dasul, que eu já comentei por aqui, além de várias outras marcas bacanas, como as do subsolo da famosa galeria "do rock" no centrão de São Paulo_ que hoje em dia é 50% do rap.
Abaixo, peças da Zoo York (que tem uma linha de xadrezes incrível) e look da G-Unit, estilo piriguetchi, em imagem de JR Duran.
Escrito por Vivian às 20h11
GRIFES MASCULINAS NO FASHION RIO
A ideia de Paulo Borges de concentrar os desfiles de moda exclusivamente masculina no Fashion Rio, além dos de moda praia, como ele divulgou nesta semana, me parece bastante razoável. Escrevi anteriormente neste blog que uma das deficiências da última temporada tinha sido justamente a exibição de moda para homens _que vinha ganhando certa expressão nas edições anteriores do evento. Espero que a proposta de Borges dê certo. A possibilidade de assistir em conjunto, numa mesma fashion week, as exibições de grifes masculinas permitirá aos jornalistas (e também ao mercado) ter uma visão mais coesa e racional. E dará um sentido extra ao próprio Fashion Rio, que ainda está em busca de uma definição clara a respeito de seu papel no calendário de moda brasileiro, à parte representar a indústria carioca. A ideia parece boa também para as grifes masculinas. Elas não são muitas na SPFW, mas aqui acabam ficando um tanto sufocadas pela agenda principal, que é, obviamente, dominada pelas grifes femininas. Sobretudo, dado o volume de grifes e a atual configuração das semanas de moda, a concentração do masculino num só evento trará a esse setor (cuja força é crescente) uma visibilidade que, suponho, ele jamais teve no Brasil, em termos de moda. Algumas dúvidas, porém, surgem a partir dessa mudança, quais sejam: 1) A primeira questão é saber se as grifes que apresentam desfiles mistos _feminino e masculino ao mesmo tempo_ irão desmembrar suas apresentações, ou se manterão a forma atual. Por exemplo, se a Osklen mostraria suas roupas masculinas no Rio, onde tem sede, e as femininas em São Paulo. Ou se Alexandre Herchcovitch, que já separou suas apresentações em São Paulo, levaria o seu masculino para o Rio. Não é tarefa fácil realizar isso, tanto mais que significa multiplicar por dois a despesa já alta de um desfile. Mas, certamente, a separação acrescentaria relevância ao projeto, levaria uma tremenda novidade para o Fashion Rio e amplificaria a repercussão midiática das marcas. 2) Outra questão é saber se as grifes selecionadas (porque outras devem ser acrescentadas, imagino) terão boa qualidade de design e se representarão um variado espectro de gostos e tipos masculinos, e não apenas o estilo "garotão de praia" _com sua visão ociosa e adolescente do homem brasileiro. Não acho ruim esse estilo, esclareço. Ao contrário, penso que é interessante e agradável. O que me incomoda é sua quase hegemonia nas semanas de moda. Além do que, em termos concretos (e de mercado), ele não é a única maneira que o homem brasileiro adota para se vestir. Criar uma relação "conceitual" entre as grifes masculinas do Fashion Rio e o "lifestyle" carioca (pelo que ele representa de uma "brasilidade") implica em limitar muito a criação. Mais lógico e razoável é pensar a decisão de reuni-las no evento carioca simplesmente como uma tática, um método, que pode contribuir para a visibilidade, o fortalecimento e a diversificação do design de moda masculina no país.
Escrito por Alcino Leite Neto às 13h08


